domingo, 3 de março de 2013

A polêmica entre Ciência e Religião

Olá meus queridíssimos AstroLeitores!!!

Fiquei uns dias afastada e, como sempre faço quando isso ocorre, busquei matérias e posts em sites e blogs de minha confiança para dar uma atualizada por aqui. 
Meu prezado colega Otávio Jardim Ângelo, do Blog Da Terra Para as Estrelas postou um ótimo conteúdo recentemente (o que não é novidade, rs), mas confesso que dessa vez fiquei mais instigada do que o "normal". Ele tratou da relação entre Ciência e Religião, vejam só!!! Isso de fato é uma surpresa para mim, afinal uma minoria aqui da "blogosfera" ousa tocar nesse assunto tão polêmico; eu mesma, quando sem querer dei uma brecha, acabei tendo uma pequena dor de cabeça com alguns leitores.
As pessoas costumam dizer que religião não se discute, que gosto não se discute, bla bla bla. O resultado? Um povo ignorante, que só sabe se conformar, que não tem argumentos, não consegue ter uma conversa produtiva e construtiva sobre nada sem que acabe em pancadaria. Por esse motivo, fiquei realmente contente por saber que ainda existe gente com a mente aberta, disposta a debater sobre esse e os mais diversos temas.
Tendo a postagem do Otávio me chamado a atenção, decidi tomar o mesmo rumo e falar sobre isso com vocês. Não sei se é uma boa ideia, mas estou disposta a correr o risco pelo bem da informação :)
Já deixei explícito aqui no blog que sou ateísta, mas costumo ser bem justa e neutra, e não puxo sardinha pra lado nenhum. Exponho fatos, argumentos; e é assim que funciona aqui.

"A religião é o ópio do povo", já dizia Karl Marx (que, diga-se de passagem, foi muito mal-interpretado quando o fez, afinal ópio é um constituinte narcótico e a frase em si gerou muitas especulações e críticas). Marx, Durkheim e Weber tinham conceitos distintos acerca da Religião, mas todos eles concordavam veementemente em uma coisa: no processo de secularização. Essa teoria afirmava que as religiões desapareceriam do planeta, num futuro onde as explicações científicas prevaleceriam e seriam o suficiente para acalmar e conformar as massas. Como podemos facilmente perceber, eles estavam redondamente enganados. Na nossa realidade atual, no mundo em que vivemos hoje, a religião continua sendo o ópio do povo. Vários problemas surgiram, o caos nos cerca de todos os lados, mas a religião continua lá, servindo de alicerce para muitos, muitas vezes até mais do que a ciência. O processo de secularização foi descartado e esquecido, dando espaço para outro processo: o da globalização. Esse sim está aí, firme e forte. Informações voam pelo mundo velozmente, há intercâmbio entre culturas, o mundo de repente ficou pequeno. Em contra partida, existe também a disseminação de coisas negativas, várias formas de pregar o ódio, a violência e a dor. Uma onda de pânico cobre a humanidade, que por sua vez se apega às suas crenças. Aí é que surgem os oportunistas, que se dão bem às custas da vulnerabilidade e medo das pessoas, prometendo soluções mirabolantes para toda essa loucura e os males do mundo.

Após essa pequena introdução, vamos direto ao ponto, aquele que todos almejam quando o assunto é Ciência e Religião: qual é o melhor caminho?
Ambos os pensamentos são visões de mundo, percepções do que estamos vivendo, e busca de soluções para isso tudo. Albert Einstein, por exemplo, justificava sua devoção à Ciência como "sentimento religioso cósmico", dizendo que a religião sem ciência é coxa e que sem ciência a religião é cega.
Mesmo os que não possuem religião, são inevitavelmente afetados por ela; e mesmo aqueles que acreditam somente na religião, se utilizam da ciência, também de modo inevitável. Não podemos negar: ciência e religiosidade andam lado a lado. Ambos os aspectos são fundamentais, para alguns mais, para outros menos, mas esse fato é irrefutável. 
 Seguindo este raciocínio, lhes respondo a pergunta central da postagem. 
Tudo o que queremos são respostas. Respostas verdadeiras e duradouras. Se para consegui-las você escolhe se apegar e acreditar na Ciência, ou se apegar e ter fé em alguma Religião, está tudo bem. Mas independente da escolha, busque sempre a verdade. Seja na ciência ou na religião, existem sim muitas falcatruas, como as profecias sobre o fim do mundo e tantas outras que vemos por aí o tempo todo nos noticiários. Então, seja qual for o caminho que escolha ou tenha escolhido, não aceite encheção de linguiça, questione, e se for necessário, mude seu caminho.

Quem quiser dar uma olhada na postagem do Otávio, fica aqui o link.

8 comentários:

  1. Olá, Thainá!!!!

    Parabéns!!!! Você sabe que mexe num vespeiro, ao tocar nesse assunto causador de um embate secular entre teístas e ateístas!!!!
    Eu já estivera passando lá pelo blog do nosso amigo Otávio, li a postagem e até deixei um comentário!!!! Como eu creio num Deus de pura energia e, não no Deus bíblico dos outros, para eles, então, eu sou ateu(graças a Deus, o velhinho prometendo fu... a gente, nesse e no outro mundo). Ora, eu só não quero é ter que pagar por uma coisa chamada religião, onde tudo é explicado e/ou determinado pela fé!!!!
    Nesse caso, fico com a ciência que tem as suas falhas, mas, procura corrigi-las com outros parâmetro e explicações mais confiáveis e mais precisas que as anteriores, sempre se buscando a verdade e a perfeição!!!!

    Você deveria conhecer um cara fantástico, o Yuri!!!! Caso queira se mirar ou se aconselhar com alguém com experiência desses tipos debates,
    para você se preparar para as "ferroadas" que vai levar, é só ir para o Youtube e procurar por "eu, ateu"!!!!

    Um abraço!!!!!

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  2. Olá Thaína Mocelin,
    fico muito feliz em saber que acompanha meu blog e gosta das postagens.
    Sempre que quiser pode copiar e compartilhar, afinal a gente faz um blog para divulgar a astronomia mesmo. :)

    Também queria parabenizá-la pelo seu blog, de leitura leve e atual. Continue assim!
    Espero que possa participar do Encontro Internacional de Astronomia aqui em Campos, em abril. Seria uma ótima oportunidade para debatermos assuntos como este, por exemplo.

    Até breve, beijos!

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  3. "A religião é o ópio do povo", já dizia Karl Marx (que, diga-se de passagem, foi muito mal-interpretado quando o fez, afinal ópio é um constituinte narcótico e a frase em si gerou muitas especulações e críticas)."

    Não, ele não foi mal interpretado, isto é um slogan marxista comum que as pessoas gostam de repetir; principalmente no nosso país, o qual é quase em sua totalidade orientado ideologicamente, mesmo que de forma inconsciente.
    Karl Marx não foi nem mesmo interpretado por esta frase (se o foi, foi por alguns que nada sabem e nem querem saber), mas por toda a sua "profecia" que esbanjava elementos judaicos projetados ao mundo material. Seus ascendentes mesmo eram judeus religiosos, possíveis sabataístas (ler To Eliminate the Opiate e o material todo de Gershom Scholem sobre Sabatai Tzvi)travestidos.
    Karl Marx também fundiu suas ideias com elementos herméticos hegelianos, e mostrou-se, enfim, de maneira alguma ateísta, mas um judeu religioso subversivo com interesses intrinsecamente políticos (ver algumas das obras relacionadas em Antony C. Sutton). As pessoas tem a estranha mania de pegar algo infundado, e por simpatizar com o autor, ou a ideia, ou ainda os seguidores do mesmo (fora as lavagens cerebrais dos que realmente conhecem a psique humana), começam a fazer adaptações aqui e ali, para que este algo se encaixe na realidade. Karl Marx comete erros filosóficos gritantes ao desenvolver suas ideias. Um deles é a própria pretensão de apreender a história como um todo para daí concluir algo (como se ele pudesse entrar em um estado de eternidade pós-história). Ele esquece-se de que a história ainda está na sua continuidade desde que ela tornou-se a ser. Portanto, impossível é concluir algo da totalidade histórica (diferentemente da crença judaica-cristã, onde, obviamente, Deus, por ter presciência (usamos a expressão consoante a perspectiva humana), anuncia as coisas que hão de vir). Agora, pergunto eu, Karl Marx é Deus? Não, mas muitos o idolatraram e o idolatram como, sem, ainda sim, crer em Deus.

    Fazendo um adendo, gostaria de deixar claro uma coisa: em todas as grandes "religiões", nunca houve-se a ideia de "fim do mundo", o que de fato há, é a crença de que as coisas far-se-ão novas, precedidas sim de um período turbulento.
    Em particular, falo pelo registro bíblico, mas isto é aplicável a qualquer grande "religião" como já citado.
    O resto é balela marqueteira e/ou entendimento distorcido. Assim mesmo como temos os "espíritos dos mortos", a "reencarnação", e o "inferno de fogo".

    Apegar-se em ciência no sentido restrito do termo é algo tolo a fazer-se, agora, apegar-se a ciência na plenitude do termo já é algo inteligente.
    Pois a ciência (no segundo sentido) é, como bem devemos saber, infinita. Encaixa-se isto no próprio conceito de Deus. A Bíblia judaico-cristã é o único livro cuja carga filosófica é autossustentável, e infelizmente é tida por muitos (que nem mesmo leram uma página) como um conto de fadas.

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  4. "Tudo o que queremos são respostas. Respostas verdadeiras e duradouras. Se para consegui-las você escolhe se apegar e acreditar na Ciência, ou se apegar e ter fé em alguma Religião, está tudo bem. Mas independente da escolha, busque sempre a verdade."

    Jesus Cristo é tido nas Escrituras como a Verdade encarnada, a expressão divina em carne humana.
    Infelizmente as pessoas não entendem que na época os judeus zelaram dolorosamente pela Verdade, não zelavam por contos de fada (gostaria que assistisse, como coloquei em outro comentário, "Corrupting the Image") ou "expressões psicológicas que só podem expressa-se em linguagem mito-poética", não!.
    O negócio é que eles tinham uma tarefa a cumprir, até um determinado tempo, mas em muito falharam, assim como hoje a Igreja vêm a fazer.

    "Seja na ciência ou na religião, existem sim muitas falcatruas, como as profecias sobre o fim do mundo e tantas outras que vemos por aí o tempo todo nos noticiários."

    Tudo bem! Obviamente, os noticiários e enfim, a media "mainstream" sempre foram instrumentos de engenharia social. O "grande" Nathan de Rothschild talvez tenha sido o "inventor" mais recente da falsa propaganda para manipulação das massas, e pergunto eu: quem são os donos da mídia no geral? O mesmo pessoal da rede de pessoas como os Rothschilds; é pura máfia proselitista e globalista fazendo o jogo da dialética hegeliana.

    Comentários do tipo abaixo, denotam a profunda ignorância dos relatos bíblicos; Deus nunca foi o "bom velhinho" segundo as Escrituras, este é o retrato do papai noel pagão, no máximo. A Expressão de Deus que necessita mostrar-se como algo, é que aparece como uma pessoa, e advinhem, Jesus Cristo é este "logos", esta expressão ou pessoa.

    "Como eu creio num Deus de pura energia e, não no Deus bíblico dos outros, para eles, então, eu sou ateu(graças a Deus, o velhinho prometendo fu... a gente, nesse e no outro mundo). Ora, eu só não quero é ter que pagar por uma coisa chamada religião, onde tudo é explicado e/ou determinado pela fé!!!!"

    Outra, segundo a Bíblia Deus não quer nos "fu..." mas, muito pelo contrário, nos salvar; e de forma alguma há "nesse e no outro mundo" na Bíblia, o que dizer então de um "velhinho prometendo fu... a gente nesse e no outro mundo"? É pura e louca subjetividade!
    O que o marxismo cultural, a engenharia social não faz com as pessoas, não?!
    A Bíblia possui uma linguagem científica, tida como mito-poética (e podemos chama-la assim, sem problemas nenhum), pois obviamente não havia termos científicos tais como os conhecemos hoje.
    A Bíblia trata em grande parte de genética.
    As pessoas também têm a moderna mania de fazer suposições do tipo "mas e se", o que deve-se entender, é que não há um mundo do "e se" mas o mundo o qual É simplesmente. A Bíblia também ensina estas coisas. Dentre as várias características que Deus atribui a si mesmo, ele diz: "Eu Sou".
    Paulo fala de Deus: "Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração"

    Bom seria as pessoas exercitarem bastante a mente antes de vomitar dogmas subjetivos e viverem de paradigmas.
    Pois que, no fim, o "nada", não o "Eu Sou" é discutido, isto é, não se discute a Verdade.

    "Então, seja qual for o caminho que escolha ou tenha escolhido, não aceite encheção de linguiça, questione, e se for necessário, mude seu caminho."

    Amém. rs

    "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens."

    Abração, Thainá!

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  6. Só um complemento para a "encheção de linguiça" rs:

    "Ora, eu só não quero é ter que pagar por uma coisa chamada religião,
    onde tudo é explicado e/ou determinado pela fé!!!!"

    Não entendo completamente o que este "pagar" significa. Mas, em suma, esta estória de "tudo é explicado e/ou determinado pela fé" é uma
    verborragia, não um argumento verdadeiro; de forma que podemos colocar isto no campo científico moderno ou em qualquer outro e nada significaria.
    Enfim, todos cremos em algo. Agora, verifiquemos o fundamento, verifiquemos as evidências, estudemos.
    Jesus Cristo, ou a Verdade, a Rocha, ou a expressão de Deus mesmo, é tido como o fundamento de nossa crença. Pois ele é o ponto de referência para a ciência no retrocesso e progresso histórico.
    "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além
    do que já está posto, o qual é Jesus Cristo."
    Bom, não tomemos os termos ou as passagens esvaziadas de significados que lhe são próprios, para que não julguemos de acordo com nossa "máquina" subjetiva e preenchedora de lacunas que tanto milita contra a nossa sabedoria.

    Novamente, um abraço!

    "Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
    Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
    Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
    Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
    Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos."

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  7. Olá Thainá! Interessante seu texto! Sempre me fiz muitas perguntas sobre a origem de todas as coisas e o funcionamento perfeito de tudo no universo. Amo ciência e estou sempre atrás de novas informações. Eu também acho que a religião e ciência devem andar juntas. Eu acredito sim em Deus. Minha religião é o Kardecismo. Sou espírita e isso me ajuda a compreender muitas coisas! O espiritismo surgiu com um cientista e filósofo francês do século XVI, Allan Kardec. Através de médiuns Allan Kardec se comunicava com um espírito. Ele fazia perguntas e o espírito respondia pelos médiuns. Eram todas perguntas científicas. Desta forma ele fez vários livros. O principal deles e que eu recomendo muito que leia é "O Livro dos Espíritos". É um livro científico e filosófico que dá respostas sobre questões que todo o cientista tem sobre os seres humanos, sobre o universo, sobre outros planetas, outras vidas, sobre o planeta Terra etc. Não é um livro que fica falando de religião, e sim uma mistura da ciência com ela. É estremamente interessante! Eu acho que se você lesse esclareceria muita coisa na sua mente, te daria mais questões para resolver e ajuda até na evolução da medicina, astronomia e ciências de todos os tipos. Experimente! Um enorme abraço! Maria Clara.

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  8. A religião é somente fachada. A doutrina da verdade e a ciência são sem dúvida ferramentas para chegarmos à verdade sobre a nossa existência.

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